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HOMILIA DIÁRIA - PAPA FRANCISCO

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

"Humilhações aumentam nossa capacidade de amar" - Papa Francisco

A humilhação que toca o coração

Tudo se reverte justamente no caminho que o leva a esta meta; e a de Paulo se torna a “história de um homem que deixa que Deus mude o coração”. Paulo é envolvido por uma luz potente, sente uma voz que o chama, cai e fica momentaneamente cego. “Saulo o forte, o seguro, estava no chão”, comentou Francisco. Naquela condição, sublinhou, “compreende a sua verdade: não era um homem como Deus queria, porque Deus criou todos nós para estarmos em pé, com a cabeça erguida”. Mas a voz do céu não diz apenas “Por que me segues?”, mas o convida a se levantar:

“Levanta-te e te será dito, deves ainda aprender”. E quando começou a se erguer, não conseguia e percebeu que estava cego: naquele momento havia perdido a visão. ‘E se deixou guiar’: o coração começou a se abrir. Assim, levando-o pela mão, os homens que estavam com ele o conduziram a Damasco, aonde por três dias não pôde ver, não comeu e nem bebeu. Este homem estava no chão, mas logo entendeu que deveria aceitar esta humilhação. A humilhação é o caminho para abrir o coração. Quando o Senhor nos envia humilhações ou permite que elas venham, é justamente para isso: para que o coração se abra, seja dócil, se converta ao Senhor Jesus.

Evangelho de Marcos - 8º capitulo - Estudo Bíblico

8,1-10 – Pagão também é gente!

1. Naqueles dias, como fosse novamente numerosa a multidão, então tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse: 2. Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer. 3. Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe! 4. Seus discípulos responderam-lhe: Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto? 5. Mas ele perguntou-lhes: Quantos pães tendes? Sete, responderam. 6. Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo. 7. Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los. 8. Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos. 9. Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu. 10. E embarcando depois com seus discípulos, foi para o território de Dalmanuta.

Notamos que o milagre da multiplicação dos pães (6,34ss), acontece novamente quase igual ao primeiro, Jesus e a multidão, a compaixão, o serviço dos discípulos, a organização do povo. Duas pequenas alterações, mas de grande significado. A primeira multiplicação aconteceu em território judeu, agora é a vez dos pagãos. Pagão também é filho de Deus. Para os judeus o número foi o doze, representando as doze tribos de Israel, já para os pagãos vêm o sete, e nós sabemos que ele é o sinal da perfeição, da plenitude. Conclusão: A Boa Nova só estará plenamente implantada quando todos os povos reconhecerem que vivem sob o Senhorio de um único Deus. O Reino de Deus é para todos.

Liturgia Diária Comentada 26/08/2016 sexta-feira

21ª Semana do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas


Antífona: Salmo 85,1-3 - Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro.

Oração do Dia: Deus que uni os corações dos vossos fieis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Primeira Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 1,17-25

Irmãos, de fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a Boa Nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria. A pregação a respeito da cruz é uma insensatez para os que se perdem, mas para os que se salvam, para nós, ela é poder de Deus.

Com efeito, está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e frustrarei a perspicácia dos inteligentes”. Onde está o sábio? Onde o mestre da Lei? Onde o questionador deste mundo? Acaso Deus não mostrou a insensatez da sabedoria do mundo? De fato, na manifestação da sabedoria de Deus, o mundo não chegou a conhecer Deus por meio da sabedoria; por isso, Deus houve por bem salvar os que creem por meio da insensatez da pregação.

Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, esse Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. Pois o que é dito insensatez de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. - Palavra do Senhor.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

História de uma fidelidade fracassada - Papa Francisco

Reconhecer-se pecadores e ser capazes de pedir perdão é o primeiro passo para responder com clareza, sem negociações, à pergunta direta que Jesus dirige a cada um de nós: «estás comigo ou contra mim?». O convite a abrir-se incondicionalmente à misericórdia de Deus foi relançado pelo Papa durante a missa celebrada na manhã de quinta-feira, 3 de março, na capela da Casa de Santa Marta.

No início da primeira leitura, observou Francisco, o profeta Jeremias (7,23-28) «recorda-nos o pacto de Deus com o seu povo: Escutai a minha voz: serei vosso Deus e vós sereis o meu povo; segui sempre a senda que vos indicar, a fim de que sejais felizes”». É «um pacto de fidelidade». E «ambas as leituras - prosseguiu - nos narram outra história: este pacto falhou e hoje a Igreja faz-nos refletir sobre, podemos chamá-la assim, a história de uma fidelidade fracassada». Na realidade «Deus permanece sempre fiel, porque não pode renegar-se a si mesmo» mas o povo trama infidelidades «uma atrás da outra: é infiel, permaneceu infiel!».

No livro de Jeremias lê-se que o povo não manteve o pacto. «Eles não ouviram nem prestaram atenção à minha Palavra». A Escritura, explicou Francisco, «narra-nos também muitas ações que Deus realizou nos corações do seu povo:Desde o dia em que vossos pais deixaram o Egito até agora, enviei-vos todos os meus servos, os profetas. Eles, porém, não me ouviram, não prestaram atenção; endureceram a cerviz e procederam pior que os seus pais”». Este trecho de Jeremias acaba com uma forte expressão: «A lealdade desapareceu, tendo sido banida da boca deles».

São José Calasanz - 25 de Agosto

José Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sal, em Aragão, na Espanha, em 31 de julho de 1558. De uma família nobre e muito religiosa, ele foi educado no rigor do respeito aos mandamentos de Deus. Desde cedo, mostrou sua vocação religiosa, mesmo contrariando seu pai, que o queria na carreira militar. José tanto insistiu, que foi enviado para estudar Teologia na Universidade de Valência, para concluir seu propósito de servir a Deus. Ao terminar os estudos, aplicou-se nos exercícios de piedade e práticas de penitência a fim para manter-se longe das tentações e no seguimento de Cristo.